quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Retornando à casa da mãe joana


A cervejaria Rio Carioca tem a original ideia de fazer publicidade de seu produto com fatos políticos. O último anúncio ironiza o senador mineiro Aécio Neves, com a legenda “A garrafa da Rio Carioca não é retornável. Retornável só o senador”.

Foto: Ilustrativa

A nossa pátria, mãe gentil


Na postagem sobre Henfil, dizia do mal-estar que o genial cartunista causou a Elis, por sua inclusão no cemitério dos mortos-vivos, injustamente acusada de colaborar com o regime militar. A paz foi selada e se tornaram grande amigos.

Tempos depois Elis gravou O bêbado e a equilibrista de João Bosco e Aldir Blanc uma das mais emblemáticas canções daquele período pré-anistia em que se tornou uma espécie de hino dos que “sonhavam com a volta do irmão Henfil”. Ouçamos Elis, lembrando do Henfil.

Vídeo: Youtube (Elis - O bêbado e a equilibrista)

Morte anunciada


Charge: Amarildo

Cheira mau


Uma das áreas muita visitada e usada para prática de caminhadas e com grande fluxo de veículos o Dique de Tororó, um dos muitos cartões postais da cidade, viu a sua beleza se transformar em algo incômodo. O mau cheiro que ultimamente tem exalado de suas águas é explicado por biólogos que atestam como proveniente de algas em decomposição por falta de oxigenação em seu espelho d’água, nesta época do ano.

Pode ser, mas quem observa o local de sua vazante em tempos de cheia, com águas de chuva, já que seu volume não depende de outras fontes, como rios, é um lixão a céu aberto. Garrafas pet, galhos e folhas de árvores, todo tipo de detritos que também podem contribuir para a formação da crosta sobre as águas, espalhando este mau cheiro.

Mas não é só o Dique, mas as águas do Rio Camurujipe e outros rios que cortam a cidade, mas se transformaram, tristemente, num grande esgoto a céu aberto, que infestam locais de grande fluxo, como o canal que corre, ou se arrasta paralelo à chegada da cidade e, em bairros como Rio Vermelho e Costa Azul, entre avenidas importantes na movimentação da cidade.

O interessante, mas nem tanto, é que as autoridades que deveriam responder pela manutenção da cidade, sua limpeza, seu controle ambiental dizem que os problemas não são de sua competência, em um jogo de empurra conhecido. Enquanto isso, moradores, comerciantes e os visitantes da cidade vão amargando este ar irrespirável. Triste Bahia!  

Foto: Ilustrativa

De que riem

De desmoralização em desmoralização o Executivo e Legislativo, que se igualam no lodaçal em que vicejam, com a omissão colaborativa do Judiciário, vão jogando a cada dia uma névoa de desilusão e desencanto sobre todos que assistimos cabisbaixos ante o escárnio internacional a nossa desimportância de país nenhum. Estamos sós.

Não nos serve, a nos democratas e legalistas a solução mais próxima aos desesperados. Da força pela força ou de vozes de catacumbas medievais que se apresentam como soluções para tantos desmandos. Não passaram! Haveremos de resistir, ninguém sabe até quando. 

Foto: Ilustrativa

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Henfil


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Terminou domingo, 15 de outubro, o Festival de Cinema do Rio com alguns filmes brasileiros já ocupando as salas de exibição do país. Deverei ver alguns, mas não tão esperado como Henfil, documentário dirigido por Ângela Zé que retrata a trajetória do querido cartunista mineiro que marcou época no não menos saudoso Pasquim, nos anos 70.

Seu traço firme de crítico das mazelas nacionais e da própria ditadura militar, não perdoava aqueles que vacilavam perante a truculência dos milicos. Seus personagens como Graúna, o bode Orleana, o cangaceiro Zéferino, os mascotes dos clubes de futebol do Rio marcaram o seu humor corrosivo com a clareza de seus desenhos que pareciam ganhar vida no papel.

Talvez destes personagens os mais notórios e simpáticos tenham sido os “fradins”, Baixinho e Cumprido em que o primeiro vivia a sacanear com toda maldade previsível de um frade depravado o seu companheiro de batina. Guarda alguma semelhança com os Skortinhos do Angeli, só que aqui bem pior, ou não.

Outro personagem do Henfil que trouxe alguns problemas, inclusive a ele, foi Cabocô Mamadô, que chupava o cérebro de mortos-vivos da política e do meio intelectual e artístico que colaboravam com a ditadura militar. Neste samba entrou a querida Elis, por ter se apresentado em uma cerimônia da semana do Exército, talvez ele não soubesse que a saudosa interprete tinha sido ameaçada a comparecer ao evento. Elis entrou em depressão, mas depois de certo tempo e dos esclarecimentos se tornaram amigos.

Henfil foi uma das primeiras vítimas do HIV que começava a se manifestar no país. Hemofílico, como seus irmãos Betinho e Chico Mário, vivia preso a obrigação de fazer periodicamente transfusão de sangue, contraindo em uma dessas sessões o vírus letal, que também, viria atingir seus irmãos. Henfil merece ser visto, não apenas por nós saudosistas, mas por aqueles que nos precederam como geração.

Foto: Ilustrativa

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Protetor solar

Padres acompanham cerimônia de canonização de 35 novos santos, 30 dos quais brasileiros, no Vaticano.


Foto: Estadão