segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Por dentro, por fora

A Baiana System um sopro de novidade na música baiana, com reconhecimento nacional, em sua apresentação domingo no circuito Barra – Ondina além de arrastar uma multidão com seu som dançante, em determinado momento soltou o verbo.

O seu vocalista Russo Passapusso puxou o corro contra “machistas, fascistas, não passarão” e fechando o discurso um “Fora Temer” que ecoou por toda a avenida. A Prefeitura, seguindo a cartilha autoritária de seu prefeito, promete punição à banda, talvez com a sua exclusão dos próximos eventos municipais.

Foto: Baiana Sistem

Língua ferina

Três dos enjaulados na Lava-Jato tributam a cruz que carregam, amargando celas de cadeia, às delações de ex-mulheres.

Outras duas exs, de gente que está solta, estão conversando com o Ministério Público Federal.

Foto: Ilustrativa

Eles disseram...

Durante o fim de semana, pode ser que sim – Sérgio Cabral – Em depoimento – admitindo o uso de helicópteros do governo para seus passeios.

E agora, tudo é propina. Será que não é hora de admitirmos que parte desse dinheiro foi apenas gratificação, gorjeta – Ivan Athié – Desembargador – durante o pedido de revogação da prisão do ex-presidente da Eletronuclear

O que seria ficção científica agora é um filme realista – Sérgio Arau – cineasta – sobre a proibição de imigrantes em seu mais novo filme “Um dia sem mexicanos”, em reação a Trump

Se acabar o foro, é pra todo mundo. Suruba e suruba. Aí é todo mundo na suruba, não uma suruba selecionada – Romero Jucá – Presidente do PMDB – sobre o foro privilegiado em entrevista ao Estadão

O bolo do divorcio estava uma delicia – Vivian Fabrício – Uma das beneficiadas pelo mutirão que a Justiça do Rio fez para celebrar o fim de 15 casamentos.

Foto: Ilustrativa

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Enquanto a policia não vem


Charge: Aroeira

Mais de milhão palhaços no salão

O Globo em sua edição de hoje promoveu uma enquete entre algumas personalidades para que listassem as melhores músicas de carnaval de todos os tempos. Deu Máscara Negra, a bonita composição de Zé Keti e Pereira Matos, quase empatando com o não menos bonito samba enredo da União da Ilha em 1982, É hoje, de Baeta Nunes.

Também foram lembradas musicas carnavalescas inesquecíveis como O teu cabelo não nega, de Lamartine babo e Irmãos Valença; Bandeira branca de Max Nunes e Laércio Silva; Alá lá ô composição de Haroldo Lobo e Nássara e, para não fugir do velho corporativismo tropicalista, Gil citou Atrás do trio elétrico, de Caetano, embora seja mesmo bonito e inovador a homenagem definitiva ao trio elétrico.

Foto: Ilustrativa

Quando o carnaval chegar, me avisem

Os tapumes nas lojas, prédios, bancos e repartições públicas, protegendo as vidraças é sinal que a guerra vai começar e ela ainda não chegou, nem chegará por aqui, pelo que se viu até agora no Carnaval da Avenida, o Circuito Osmar

O esvaziamento a cada ano é perceptível, e este ano só não será maior em razão dos trios independentes com as estrelas da folia, patrocinado pela Prefeitura e Governo do Estado, a pretexto de um carnaval pipoca, uma carnaval sem cordas. 

O que é uma falácia, pois essas ditas estrelas, que arrastam multidões, aqui não viriam, pois iriam cuidar de seus blocos com cordas e massagear seus egos com a exposição midiática do circuito Barra – Ondina onde se encontram as emissoras de televisão.

Ontem, segundo a programação distribuída pela Prefeitura, passariam aqui na Avenida os blocos Polimania, Saudade é folia, Reduto do samba, Q felicidade, Filhos de marujo, Alabê, Arca de Olorum e similares que requer um esforço super carnavalesco pra apreciar ou seguir estas barcas furadas. 

Enquanto isso os ambulantes com suas caixas de isopor e tendas padronizadas pela cervejaria patrocinadora, coçam a cabeça imaginando como recuperar os R$300,00 desembolsados com a Prefeitura pelo credenciamento que dá direito a vender suas “piriguetes” na Avenida. Maldade!

Foto: Ilustrativa

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

...e a boca lambuzada de acarajé

No meio da rua, no meio do Povo – Walter Queiroz

Tomara que esse ano
Eu lhe encontre de novo
No meio da rua
No meio do povo
Mortalha encharcada
De cerveja até o pé
E a boca lambuzada
De acarajé
...
Foto: Pessoal ( Camaleão - 1982)