quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Em família


A julgar pelos deputados que antes passaram pela Câmara de Salvador, ser vereador na capital é algo bom, tão bom que sempre desejam eleger entes queridos como sucessores.

Assim é que o deputado Alan Sanches - DEM subiu em 2010, em 2012 elegeu o filho, Duda Sanches, e agora tenta repetir a dose. Marcell Moraes - PV, vereador eleito em 2012 e deputado em 2014, agora quer botar a irmã, Marcelle, na Câmara.

Assim como David Rios - PMDB, que agora quer emplacar o filho, Daniel Rios, sem falar que Eliel Santana já tem o filho, Eber Santana - PSC, na Câmara, e o irmão Erivelton Santana, na Câmara dos Depurados, em Brasília.

Fonte: A Tarde

Tortura de boa-fé


"Eles estão defendendo até a validação de provas obtidas de forma ilícita, desde que de boa-fé. O que isso significa? Que pode haver tortura feita de boa-fé para obter confissão?"

Gilmar Mendes, ministro do STF, em entrevista à jornalista Mônica Bergamo, criticando os operadores da Lava Jato que denunciaram o ministro Dias Toffoli, segundo o Veja.

Ah, bom! Pelo que entendi quando o vazamento de delações premiadas é pro lado de lá, vale tudo; quando é pro lado de cá, “os procuradores parece que estão tentando induzir os delatores a darem a resposta desejada”.

Fonte: O Globo

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Revolver


Este mês completa 50 anos do lançamento do disco Revolver, do inesquecível quarteto inglês, The Beatles, uma espécie de divisor de águas na sonoridade da banda. Ali foram levantados alguns temas ousados para as canções de então, mesmo no território rock n’ roll, e experimentações sonoras que o produtor George Martin, juntamente com Paul e John levaram a notáveis resultados musicais

Aqui, o exemplo de Eleanor Rigby, onde Paul sugeriu a adoção de cordas nos arranjos, da mesma forma que George Martin havia sugerido esta mesma massa sonora de violinos em Yesterday, dando às canções um brilho e balanço incomuns. Beatles forever!

Vídeo: Youtube

Fauna eleitoral


Ainda que seja uma visibilidade rastaquera, uma notoriedade de artistas pagodeiros, portanto restrita aos da área, os cantores Igor Kanário e Edycity já levam alguma vantagem sobre os demais postulantes à Câmara de Vereadores de Salvador, que são conhecidos apenas pela vizinhança do bairro onde moram. Ou talvez nem por ela.

E assim, resta a excentricidade de seus nomes de guerra, apelidos como são identificados nos seus locais de trabalho ou em seus círculos de amizades, para alavancar as suas candidaturas. Se não há um nome de fácil apelo popular ou eleitoral, então se convoca o marqueteiro de fundo de quintal ou pede ajuda aos parceiros de balcão de bar “pé sujo”.

Podem ser tudo gente boa, muita simpatia, riso fácil, papo furado, mas não é animador votar em certas candidatos já registrados que atendam pelas alcunhas de Socorro Motorista, Cristiane Chaveirinha, Gago da Feira, Gêgê só alegria, Marcelo do Cupim, Uga-uga, Tucunaré, Nal do Canal, Pantan Paçoquita e segue a trilha. Mas, pensando bem, é melhor que votar em Zé Rolão, nascido mulher e candidato a vereador em Camaçari-Ba.

Foto: Ilustrativa