quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

A Bola de Ouro 2013


Mesmo sem concorrer ao prêmio mais disputado da noite, a exceção de Marta como a melhor atleta de futebol feminino, ganha pela goleira da seleção alemã, a noite foi verde amarela tal a número de celebridades do mundo da bola que estiveram presentes em Zurique, na Suíça, ontem. A começar pela bela Fernanda Lima mais uma vez chamando a atenção e os olhos do mundo em um modelo mais comedido prá fundamentalista iraniano nenhum botar defeito, não que o outro tivesse, muito pelo contrário, tudo era acerto e exuberância.

Foi bom rever Amarildo, o substituto de Pelé na Copa de 62, de quem pouco ou nada se falava, até pelo fato de morar na Itália, além do reconhecimento, afinal, de Pelé como o grande astro do mundo do futebol e homenageado com a Bola de Ouro de honra, sob os aplausos de pé e demorado da numerosa plateia.

Enfim, a justa premiação a Cristiano Ronaldo como o melhor jogador do mundo em 2013 e que provavelmente, salvo alguma contusão, estará presente na Arena Fonte Nova em 13 de junho, enfrentando a Alemanha e seu caminhão de craques. Quanto ao gol mais bonito do ano concedido a Ibrahimovic, o modesto astro da seleção da Suécia, para quem uma Copa do Mundo sem a sua presença é inadmissível, e cujo gol, apesar da feitura, em mil tentativas dificilmente se repetirá uma se quer, foi também merecido. O Brasil espera por todos os premiados, mesmo com os estádios pela metade.

Foto: Amarildo e o lendário time do Botafogo em 1962

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Indignação e revolta!


Constrangido e envergonhado volto a falar da invasão de minha página no facebook e de mensagens canalhas dirigidas a familiares e amigos em meu nome. Talvez desnecessário dizer, mas preciso como desabafo, como alivio ao meu coração ferido, aos amigos, familiares, novos amigos que me conhecem o suficiente e a maioria mais intimamente possível ao longo da minha vida, em minha incapacidade ao proferir tamanhas indignidades.

Fui no domingo à tarde alertado por minha filha, Camila, do que estava ocorrendo com a página e que tomasse algumas providências para que me resguardasse de novos ataques. Só então vi tomar conhecimento da grosseira, da torpeza que fui vítima e que todos nós estamos expostos nas redes sociais, independente do grau de exposição, como no meu caso que uso muito pouco, mas que não me livrou da leviandade.

Quando aqui mesmo neste espaço escrevi um post “Pai, afasta de mim este facebook”, parecia estar prenunciando que a desgraça estava a galope e, não demorou. Mais uma vez, ao lembrar o que li como sendo autor involuntário daquelas baixezas, peço a cada um desculpas e, cabisbaixo chorar, como estou agora. 

Foto: Ilustrativa

domingo, 12 de janeiro de 2014

A força dos ventos.

Ontem, em um posto de gasolina, na entrada de Morro do Chapéu, enquanto aguardávamos o almoço, entre uma gelada e outra, chamou a atenção de todos uma imensa carreta, maior que o maior dos trios elétricos, transportando lentamente, uma gigantesca peça de aço comprida e branca. Eram as primeiras hélices das torres de geração de energia eólica que estão sendo montadas no distrito de Vila Feliz, no município de Morro do Chapéu.

A Bahia já possui mais de 130 licenças prévias de projetos, sendo o do Morro o mais adiantado em fase de implantação, pois beneficiado por sua altitude de mais de 1.100 m acima do nível do mar e sujeito a várias correntes de ar que irão gerar uma energia renovável e não poluidora como é a energia eólica. Fico a imaginar a força dos ventos capaz de girar hélices como a que vimos passar, gerando energia que será acumulada em baterias e própria para uso doméstico ou industrial conforme rede de distribuição.

Parques semelhantes estão implantados em Campo Formoso, Sento Sé, Camaçari, Igaporã, Casa Nova que nos faz lembrar do furacão Katrina para fazer girar tantas hélices gigantescas como aquelas que estão sendo instaladas em Morro do Chapéu. É a força dos raios e das tempestades de Iansã.

Foto: Torre de geração de energia eólica


sábado, 11 de janeiro de 2014

Os frutos da terra.

Esta semana algumas vezes acordei com o barulho da chuva sobre o telhado. Pensando bem, barulho não é uma associação condizente com a chuva. Barulho é rock, chuva é sinfonia, nos leva a um prelúdio de Chopin, um solo de Baden, um acalanto de Caymmi, enquanto molha o telhado, escorre na bica, lava a nossa alma, encharca a terra, espalha o verde e a fartura na mesa. 

Fartura representada pelo viço e o verde do espinafre, da língua de vaca, da palma cortada bem miúda, que embora independa da chuva é benéfica ao seu cultivo; do molho de alface, dos grãos de andú, mangalô, feijão verde e fava, tudo aquilo que a chuva nos traz de alimento e prazer.

Também resistente à chuva, mas igualmente bela em sua plasticidade e seu verde matizado de amarelo e vermelho de seus frutos, como as cores das mangueiras nos quintais de cada casa da cidade. Beleza igual àquela do quintal de Dona Cristina que insensível ao nosso desejo, ante a exuberância de seus frutos, a manga, não dava, não vendia, nem permitia qualquer aproximação de seu quintal. Mas, não desistíamos, já que a sua madorna após o almoço era a toda a baixa de guarda que precisávamos para escalar o muro de seu quintal e nos embrenharmos pelos galhos de sua mangueira e recolher a quantidade possível de manga-mamão, para o desespero dela ao acordar. 

Dona Cristina nunca soube o doce de suas mangas, nem o doce da solidariedade e da partilha, ela que talvez estivesse mais próxima do azedume do tamarindo que da doçura de suas/nossas mangas.       

Foto: Ilustrativa                        

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Radiografia de um "traíra"

... Os enternecedores olhos verdes do companheiro governador de Pernambuco, neto do lendário Miguel Arraes, subitamente se tornaram opacos, aquele seu sorriso franco ganhou um esgar de falsidade. Aquele seu espírito de realizador, na verdade não passava do cínico oportunismo de um aproveitador mal agradecido, que ganhou todos os mimos do papai presidente e da mamãe presidenta, mas cuspiu no prato em que comeu.

... Eduardo Campos cometeu o maior dos pecados que pode cometer um tutelado do poder: anunciou a sua intenção de tentar a sua carreira solo, de candidatar-se à presidência da República fora do regaço paterno, deu uma guinada à direita. Transformou-se em instrumento da burguesia e não passarão nem 7 dias nem 7 noites para tornar-se, pasmem todos, num coxinha reaça, que é o maior e mais profundo dos insultos que o novo dicionário ideológico pós marxista foi capaz de produzir neste começo de século.

... Além da danação do fogo eterno a que condena o desertor, o texto, que Eduardo Campos chamou de “ataque covarde”, antecipa as fortes emoções que o alto nível e a delicadeza do debate programático sobre os problemas brasileiros nos proporcionará na campanha eleitoral de 2014.

Texto: Fragments do artigo Sandro Vaia
Foto: Eduardo Campos

Eles põem os olhos grandes sobre nós.


A bisbilhotice americana ao redor do mundo, denunciada pelo agente arrependido da CIA, Edward Snowden , encontrou por aqui armas poderosas de grande poder de destruição, além do arsenal de laquê armazenado nos esconderijos do Palácio do Planalto e para uso exclusivo da presidente.

Entre eles, segundo discrição dos órgãos de segurança americana para quem, qualquer um que ostente barba, não beba Coca Cola, expila odores além do suportável e use roupa de marca desconhecida, é um terrorista em potencial e, sobre ele todos os olhos paranoicos da CIA, como:

ELBA RAMALHO – Arma sônica. Elba Ramalho é hoje um dos Dispositivos Auditivos de Longo Alcance mais poderosos do mundo. Em condições atmosféricas ideais é capaz de debilitar uma cidade do porte médio, como Topeka ou Duluth; se acoplada a Tetê Espíndola pode se tornar letal, mormente se estiver municiada do repertório de Zé Ramalho.

JOSÉ SARNEY – Arma de esfacelamento legislativo, infiltrado no Congresso, será capaz de destruir uma democracia representativa em 90 dias. Possui meia-vida de pelo menos 80 anos, durante os quais escreverá pelo menos sete livros de poesia, com o intuito não só de abalar o edifício do Parlamento como também o da literatura.” 


Fonte: Piauí
Charge: Tiago Silva

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Ao tapetão, o chão.

O Rei do Tapetão, o Fluminense, pode ir de fato para o lugar devido aos tapetes, o chão, onde merecidamente deve estar com a conquista imerecida de uma vaga na Serie A do Campeonato Brasileiro após ser rebaixado por incapacidade técnica de buscar em campo, o lugar obtido nos tribunais.

O Ministério Público de São Paulo vai instaurar inquérito contra a CBF e STJD sob a alegação de que a Portuguesa deveria ser comunicada da suspensão de seu jogador antes da partida que gerou toda a demanda, e não após a sua realização como ocorreu. E isto é só o começo, já que um número cada vez crescente de torcedores tambem irá recorrer à justiça, para ver assegurado o direito do clube paulista em disputar o campeonato brasileiro, na Série A, lugar que lhe é devido.

Surfar na onda justiceira que se espalhou pelo país, com a prisão de mensaleiros, ainda que num processo onde o ódio e o revanchismo, aleradeado com a histeria conhecida da grande imprensa, tenham sido a tônica, com muita baba na túnica, tem que se acreditar que a justiça mesmo, possa um dia se instaurar no país. Peitar a CBF, o decadente futebol carioca, é mais que preciso, é urgente, tarde a justiça ou não e assegure de vez à Portuguesa o seu lugar de direito na primeira divisão. É preciso acreditar, não naquela justiça partidarizada e caolha, mas em lampejos justiceiros que possam começar pelo futebol. Por que não?

Foto: Torcedores da Portuguesa