terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Nós que amávamos a Jovem Guarda.

A nossa memória afetiva musical ficou mais pobre ontem, 20.01.14, com o desaparecimento de Márcio Antonucci, aos 68 anos, que com o irmão Ronald formou a dupla Os Vips, responsável por grandes sucessos da Jovem Guarda e das nossas jovens tardes de domingo. 

Os Vips assim como as duplas Deny e Dino, Leno e Lílian eram participantes do primeiro time do movimento musical, juntamente com o Rei, Erasmo, Wanderlea, Golden Boys, Renato e seus Blue Caps, Eduardo Araujo, Silvinha e outros mais. Com repertório basicamente formado por versões de músicas americanas, como grande parte do que se ouvia na Jovem Guarda, Os Vips tiverem com A Volta (estou guardando o que há de bom em mim...) de Roberto e Erasmo, o grande sucesso de sua carreira.

Como é sabido, a exceção do Rei, poucos foram os sobreviventes da Jovem Guarda, que finda a euforia do movimento, mantiveram uma carreira até os dias de hoje, e não foi o caso de Márcio que andou pela TV Globo, Record e SBT como produtor musical de alguns dos programas daquelas emissoras. Descanse em paz!

Foto: Os Vips

Joguem o piano na rua!


A prática comum e “isperta” de reduzir o valor do imóvel para fins de tributação seja no registro de imóveis ou nos impostos federais, estaduais e municipais, como o IPTU, pode trazer dissabores futuros para o proprietário. É o caso do valor venal de um imóvel, por exemplo, que o poder público determina para efeito de tributação e de venda, mas que mantém um descompasso grande em relação ao valor do mercado. Como o mercado tem a suas nuances, suas manhas e marés, e o poder público apenas a sua fúria arrecadadora eles só se encontraram no infinito ainda que longe de qualquer paralelismo.

Todo este blá, blá, blá imobiliário vem à tona ao lembrar um fato recente envolvendo o sambista lamê, Benito de Paulo, e a sua mansão em São Paulo. Localizada em uma área próxima da linha de expansão dos trilhos do metrô, o imóvel avaliado em mais de 4 milhões de reais, teria que ser desapropriado pela prefeitura afim de que as obras metroviárias seguissem seu curso subterrâneo. Acontece que pelo valor constante do cadastro municipal, para a tributação do IPTU e de seu valor venal para compra e venda só alcançaria a cifra de 600 mil reais. 

O sambeiro estrilou e subiu nos saltos de suas botinas. “Com esta grana, só posso comprar um quarto e sala. E onde é eu vou botar o meu piano?”. Pois é, a música brasileira viveu mais este dilema, onde colocar o piano do sambista de ternos reluzentes, brilhos, pulseiras e colares sem que o metrô paulista e as propinas de Siemens e da Alstom sofressem solução de cobrança.

Foto: Benito de Paula.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Prá não esquecer a truculência do "malvadeza"

Orlando Garcia foi um importante e com­petente jornalista políti­co da Bahia, já falecido. Ele pagou um preço alto pela amizade que devo­tou a ACM. Na ferrenha briga do Jornal da Bahia contra o então governa­dor, Garcia publicou em sua coluna no Diário de Notícias uma nota que dizia que ACM lia o Jor­nal da Bahia diariamen­te para ver quem anun­ciava e dava suporte ao jornal. Daí em diante, o Jornal da Bahia foi se apagando, e Garcia ganhou a fama de ser o braço armado de ACM.

Fonte: Jornal Metrópole

Ecos da Lavagem I


Um dos costumes, ou de sua falta, verificado nas festas populares de Salvador, sempre foi dado pelos marmanjos que indiferentes à presença de mulheres, velhos e crianças em sua volta, encostam-se em qualquer pé de muro e ali mesmo satisfazem as suas necessidades, potencializdas por latas e latas de cerveja. Carnaval, festa de largo qualquer aglomeração popular, contando ou não com os insuportáveis sanitários quimicos são preteridos pelo velho e habitual pé de muro, em mais este espetáculo de incivilidade baiana.

De algum tempo prá, as mulheres também entraram na roda do xixi público. E como somente o pé de muro não satisfaz, por razões compreensíveis, contam com a solidadiredade de outras companheiras que fazem um círculo em sua volta numa prática já conhecida como “cabaninha”. Não escondem tudo, mas parte da grosseria motivada pelo alivio da bexiga dilatada por doses generosas de cerveja, água mineral entre outros líquidos.   

Foto: Sanitários químicos

sábado, 18 de janeiro de 2014

Ecos da Lavagem.

Há tempos que a Lavagem do Bonfim funciona como termômetro da popularidade ou rejeição de políticos em anos eleitorais. O exemplo mais claro deste uso foi dado e sempre lembrado pelo ex-senador e ex tantas coisas como o velhote ACM e sua truculenta carreira política onde convivia na mesma pessoa o amor e o ódio de seus adoradores e detratores..

Novos tempos, outras formas de estreitamento entre a política, seus atores e seu público foi revivido na Lavagem deste ano onde o prefeito ACM Neto experimentou a glória da aceitação popular, sendo ovacionado, abraçado e fotografado em todo percurso do cortejo. Com uma administração simples, mas voltada pela recuperação da cidade arrasada em oito anos pelo ex-prefeito, cujo nome nem merece ser lembrado, o Prefeito Neto ataca pontos de estrangulamento em certas vias da cidade, como o trânsito, estacionamentos, desativação de linhas de ônibus, corredores preferenciais para ônibus e bicicletas e a limpeza urbana. 

A sua obra da maior visibilidade é a requalificação do Porto da Barra, vítima de um longo processo de degradação num dos cartões postais da cidade, mais visitado por turistas e moradores da cidade de São Salvador. Como estampou em manchete o jornal Metrópole, desta sexta feira, ACM Neto foi o “muso da lavagem”, título confirmado por quem esteve presente na Lavagem deste ano.

Foto: Jornal Metrópole 

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Todos os caminhos levaram ao Bonfim

Assim como nós, dezenas, centenas, milhares de pessoas fizeram o mesmo trajeto, até a colina do Bonfim. Ou pelo menos tentaram como eu, que deixei os companheiros de caminhada no Largo da Calçada, após uma feijoada com tudo que os naturalistas não têm direito, como tento ser, e fui. Mas, repetir, renovar a emoção de ver e estar junto a tantos que com fé ou sem ela marcharam ou dançaram em nome do Senhor do Bonfim, já que contava apenas a pureza de coração de meninos.

Bonito de ver baianas e freiras, o arcebispo e o pai de santo, o espírita e os esotéricos e, claro, graças a Deus a ausência dos marginais da religiosidade, os evangélicos que são muito mais caso de policia que do ecumenismo pretendido e conseguido em alguns momentos. Os vagabundos de Jesus, os meliantes do cristianismo, por mais que quisessem não seriam vistos, até como vaiados que são a sua performance diária. Fora Edir Macedo!