sexta-feira, 27 de novembro de 2015
Aleijão moral
Alguém que é pego com a mão na massa, no mais
óbvio dos crimes, é até compreensível que saia, procurando saída, as mais estapafúrdias
possíveis para justificar o que não tem decência, o que não tem vergonha, sem
perceber que o silêncio possa ser bem mais eloqüente que as bobagens dita em sua
torpe defesa.
Foi que o fez o Senador Delcídio do Amaral ao tentar em depoimento na Policia Federal, dizer que o plano de
fuga urdido para dar sumiço ao delator Nestor
Cerveró, foi por razões humanitárias.
O deboche cai perfeitamente, como toga, no voto
da Drª Carmen Lúcia do Supremo Tribunal Federal, que em sua explanação,
pedindo, como seus pares, a prisão do senador, disse entre outras precisas
palavras que trocaram o “cinismo pelo escárnio”. Que país é esse!
Foto: Ilustrativa
quinta-feira, 26 de novembro de 2015
Os tentáculos do polvo
Tomado por um medo repentino de avião, ou outros medos nestes tempos de FBI, CPI, Policia Federal etc, o presidente da CBF, o notório Marco Polo Del Nero, tem se recusado a deixar o país, sob alegações as mais candentes, quando não inúteis como justificativas. Agora em uma reunião da CONMEBOL realizada dentro dos salões da CBF, ele renunciou ao cargo que tinha no Comitê Executivo da FIFA.
Desde a prisão de seu vice-presidente, José Maria Marin e de mais seis diretores
da FIFA, pelo serviço de
investigação americano, que ele o Polo Del
Nero, não comparece a nenhuma das reuniões promovidas pela a entidade,
alegando os seus imensos afazeres com o futebol brasileiro. Ninguém riu, pois todos
estão carecas, como ele, de saber as causas das ausências.
Com a sua renúncia, o indicado para o seu lugar
na FIFA, foi o filho do Senador José Sarney, um dos quatro
vices presidente da CBF, o Senhor Fernando Sarney. Então, quer dizer que
além do Maranhão, a família Sarney já estende seus tentáculos de
polvo até na entidade que dirige o futebol brasileiro. Isso é que é brasilidade!
Charge: Amarildo
Ê baiana!
Foi celebrado ontem, em Salvador, o Dia das Baianas,
dedicado àquelas que se espalham pelos mais diversos pontos da cidade, vendendo
o acarajé e o abará entre outras iguarias que dão ao seu tabuleiro um colorido
de atração irresistível. Para todos, com ou sem controle alimentar. Aí, cada um
cuida de si.
Após a missa na igreja do Rosário dos Pretos, no Pelourinho,
elas saíram em cortejo até a Praça da
Cruz Caída, na Praça da Sé, onde
fica o Memorial das Baianas e, foi
servida uma feijoada aos participantes, além de acarajé regado a muita cerveja
e roda de samba. Uma faixa alaranjada em seus turbantes fazia parte do engajamento
da categoria na luta contra a violência à mulher, uma luta contra o machismo.
Se lá estivesse, lá estaria, como no ano
passado, onde assisti a missa mais animada das tantas que freqüento sem muita
assiduidade. Igreja lotada pelas baianas e fieis do candomblé, visto a
compreensão do pároco quanto ao sincretismo religioso, fazendo com que cânticos
em iorubá fossem entoados com a
percussão de atabaques, agogô num
afoxé respeitoso que contagia a tantos quantos esteja presente a cerimônia, com
danças e rodopios. Ê Bahia!
Foto: Ilustrativa
Quem tem fé, faz a fé
Com essas nuvens negras que pairam sobre Brasília, não havia pior lugar para um
ganhador da Mega-Sena que o Distrito Federal, ocorrida nesta quarta
feira, com o impressionante acúmulo de R$205
milhões.
São inúmeras as denúncias que ocupam as redes
sociais sobre os estranhos locais onde estes prêmios encontram seus ganhadores,
despertando a suspeita de que há algo de misterioso pintando por aí.
Como sou crédulo na lisura dos sorteios da CEF, continuo arriscando meus R$3,50 em um jogo de 06 dezenas, imaginando contrariar os
matemáticos que acenam com esta possibilidade de acerto num universo de mais de
50 milhões de apostadores. Crédulo
ou idiota, aí não faz diferença.
Foto: Ilustrativa
Na dúvida, é melhor correr
Comenta-se que na noite que antecedeu a prisão
do Senador Dulcídio do Amaral, espalhou-se
a noticia de que um parlamentar, no exercício de seu mandato seria preso,
conforme determinação do Supremo
Tribunal Federal.
Pelo sim, pelo não, o Deputado Eduardo Cunha não dormiu em casa, naquela noite. Se
verdade ou não, o fato era perfeitamente plausível, dada as circunstancias e as
denúncias que rondam seu mandato.
Foto: Ilustrativa
Tirem as crianças da sala
Quando se pensava que o Senhor Nestor Cerveró estivesse quieto no seu
canto, pagando pelos erros que possa ter cometido à frente de seu alto escalão
na Petrobrás, eis que a figura
ressurge nos noticiários, trazendo à reboque alta patente governista, sob quem
se imaginava certa respeitabilidade. Mesmo que respeitabilidade e governo
nestes tempos tão turvos, sejam algo incompatíveis. Ou se é respeitável ou se é
governo.
Troca do silêncio da estranha criatura em sua
delação premiada, por mesada a sua família de R$50 mil mensais, plano de fuga
em aviões de alta performance de voo até a Europa, facilidades de uma prisão
domiciliar por membros do Superior Tribunal
Federal, uma lambança imprópria para pessoas afáveis e de suposta
respeitabilidade no seio governista.
Nada nos surpreende mais, nem mesmo o discurso
moralista de nomes oposicionistas em lista da Petrobrás, na saúde mineira, aeroporto em terras do tio, mensalão
tucano, Furnas, venda da Vale, cartel do metrô de SP e DF entre outros. A veemência dessas vestais parece dar a impressão
que suas túnicas estão limpas como as mãos de Pilatos, não estão, se aproximam mais de aventais de magarefes, que das túnicas brancas pretendidas.
Foto: Ilustrativa
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