quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Ah, se eu fosse você, eu voltava prá mim.


Existem artistas, compositores ou cantores, que mantêm uma carreira modesta sem arroubos de genialidade, nem uma busca incessante pelos holofotes da mídia, mas que se eternizam na realização de um trabalho, uma música, que já seria suficiente para registrar seu nome na música brasileira, por exemplo. É o caso de Silvio César, surgido no pós-bossa-nova e que manteve com o movimento uma relação de reverência e de discípulo naquilo que era representativo da qualidade na melodia e nas letras bossanovista.

A sua composição Prá você, que esta madrugada voltei a ouvir no programa do Beto Brito na Rádio Globo – Rio é uma dessas canções que justificam a carreira de qualquer artista tanto pela singeleza da melodia, bem como por achados poéticos que muitos letristas buscam e nem sempre encontram. Prá você teve recentemente uma gravação de Gal que foi parte da trilha sonora de novela da Globo em que a doçura da voz da tropicalista casa com perfeição na emissão de versos como “se você não voltar/o que faço da vida/não consigo encontrar/a alegria perdida/eu não sei nem porque/terminou tudo assim/ ah, se eu fosse você/ eu voltava prá mim”.

Foto: Gal Costa

domingo, 13 de janeiro de 2013

Alan do Carmo, um campeão.


Aconteceu nesta manhã ensolarada no Porto da Barra a chegada dos nadadores que participaram da 50° Travessia Mar Grande – Salvador. Muita gente e comemoração com os ganhadores de mais este evento esportivo.

Ganhadores, aliás, que quase se repetem ano após ano: Alan do Carmo entre os masculinos e Ana Marcela levantado a bandeira feminina. Estes atletas são presença mais que confirmadas para as Olimpíadas de 2016 no Rio, representando o nosso país. Uma juventude que temos que acreditar.

Foto: Alan do Cramo - Campeão da Travessia 2013.

Laços de Família - Camila e Bruno

Foto: Feliz 2013!!!

Foto: Reveillon 2012-2013

Alguma coisa está fora da ordem.


A nova administração da cidade ainda não tem uma marca, uma identificação, mas é visível que algo mudou nos rumos da abandonada prefeitura. São intervenções simples, porem necessária para organizar a bagunça que esta cidade se tornou nos últimos oito anos, principalmente os quatro últimos.

Um exemplo é o Porto da Barra, uma verdadeira terra de ninguém onde motorista só não estacionava na praia, porque a murada em seu entorno não permitia a passagem, caso contrário o seu veículo também ia pegar um bronze, ou uma providencial e grande ferrugem. Pois os veículos que ocupavam as duas margens da não tão larga avenida, agora só põem os seus carros do lado contrário à praia, tornando a pista mais larga com o trânsito fluindo naturalmente, se é que isto é possível em algum local de Salvador. Não é muito, mas é o que se pode fazer, com resultados bons para a cidade.

Ontem à tarde no mesmo local as vítimas da fiscalização foram os ambulantes e os seus sebosos isopores, correndo de um lado para outro da pista tentando salvar suas latas de cerveja e de água mineral da sanha do choque moralizador da área. Os ambulantes são uma praga necessária em momentos de muita sede de água ou de cerveja gelada, mesmo, mas é preciso um mínimo de arrumação em um cidade há muita desarrumada e entregue às traças; isto é aos maus motoristas e ao reino da caixa de isopor. 

Foto: Ambulante em frente ao Farol

sábado, 12 de janeiro de 2013

Fogo na Chapada.


A imagem é assustadora e também bela. O fogo em sua inclemência queimando o Vale do Capão, a região da Chapada das trilhas e dos acampamentos dos novos hippies, dos novos naturalistas de butiques dos shoppings. Pouco importa de onde agora eles venham. Estar em contato com a natureza e a sua beleza, desfrutando e preservando a sua integridade natural já vele o passeio e a visita.

Não deixem o samba morrer, quer dizer a natureza, antes que os adoradores de Marina Silva ocupem o pedaço e politicamente capitalizem a destruição em troca de votos sabe-se lá prá que direção.

Foto: Queimada no Vale do Capão - Bahia

O sertão que um dia foi mar.


Como se não bastasse o calor que sufoca todos os moradores da região, agora são as queimadas decorrentes da infernal seca que assola todos os municípios da chapada. O quadro é desolador, até porque a perspectiva de chuva na região é bem abaixo daquilo que se espera que se quer para minorar aflição de seus habitantes. Quem será o nosso Zeca Pagodinho, a cuidar e tentar salvar uma área de nosso estado que parece não ter salvação? Assim foi e assim será.

Uma foto no Correio de hoje mostra o fogo se alastrando sobre a área onde se localiza a queda d’água do Ferro Doido, em Morro do Chapéu, que tantas recordações nos trazem e por quem temos uma relação de afetividade e contemplação diante da beleza que a paisagem oferece. Mas, o fogo com toda a sua voracidade não destruirá a cachoeira do Ferro Doido, que só é cachoeira quando chove, ao contrário de outras cachoeiras, mas a enorme fenda natural, independente da água a correr, é um espetáculo que a natureza soberana não nos privará.

O fato de o sertão ter um dia sido mar pode, a partir do Ferro Doido, ser o inicio de estudos que indicarão a razão do estranhamento e da beleza e principalmente de nossa ancestralidade natural..

Foto: Cachoeira Ferro Doido - Morro do Chapéu - Ba.

A escadaria da Arena Fonte Nova


A data inicialmente prevista para a inauguração da Arena Fonte Nova marcada para 29 de março, aniversário de fundação da cidade de Salvador, foi fixada para 31 de março como a data do primeiro jogo, um Bahia e Vitória, conforme o engenheiro de obras do consórcio que toca o novo estádio. A solenidade de inauguração será mesmo dia 29 de março, mas a bola só rolará dois dias após, tá explicado então a confusão das datas.

De novo em frente ao estádio, hoje pela manhã, é perceptível o atraso na colocação da cobertura do estádio, que segundo dizem as más línguas decorre de um erro de cálculo na fixação da estrutura que dará sustentação à cobertura da bela e nova Arena Fonte Nova. Fato desmentido por aquele engenheiro para quem tudo corre dentro do cronograma.

Um fato interessante nesta última visita, fora do estadio, foi a constatação de uma enorme escadaria em frente à parte aberta da ferradura, voltada para o Dique e que provavelmente servirá de entrada e saída ao estádio. A escadaria deu um aspecto bonito à obra que será preenchida com o sob e desce de torcedores em dias de grandes jogos, como os da Copa das Confederações, cujo jogo Brasil x Itália, segundo o site da FIFA, já existem quase 70 mil ingressos reservados. Como a capacidade da Arena é de 50 mil lugares, os ingressos serão sorteados e nem todos os inscritos estão seguros do acesso ao grande jogo.

Foto: Maquete da Arena com a escadaria em mármore.