terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Overdose de Angeli

Resultado de imagem para Angeli - Skrotinhos - Tirinhas

A Companhia das Letras lançará este ano três livros do genial cartunista Angeli. São eles, uma edição de “Wood & Stock”, outra com os “Skrotinhos”, mais uma só de charges e um projeto para 2020, pelos 50 anos de carreira do abusado Angeli.

No segundo semestre deste ano, a editora ainda lançará uma edição completa de “Los três amigos”, de Angeli, Laerte, Glauco e a participação de Adão Iturrusgari.

Angeli: Skrotinhos

O orixá fujão

Domingo, dia 21, foi inaugurada no Espaço Cultural da Barroquinha, a exposição Orixás da Bahia, após trabalho de restauração, que coincidiu com a programação do Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, e está aberta para visitação gratuita de quarta a domingo.

Essas figuras fazem parte do acervo do Museu da Cidade, ao lado da Fundação Casa de Jorge Amado, no Largo do Pelourinho e há muito tempo fechado para reforma que nunca foi concluída, pelo menos os orixás foram.

Um colega de trabalho, certa feita foi deslocado de suas funções bancárias para gerenciar, cuidar na manutenção do Museu da Cidade, em meio a estes orixás entre outros objetos da religiosidade africana, em especial o candomblé. O colega, não era o que podia se chamar de destemido, corajoso, pelo contrário, não nasceu prá ser herói.

Um dia, notou que um dos orixás, morador do segundo pavimento do Museu, na distribuição feita pela sua diretora por todo prédio, apareceu misteriosamente no primeiro andar. Ele estranhou a presença da criatura, e telefonou para a diretora, procurando saber se houve alguma mudança na distribuição das peças do museu, ao que a diretora negou, tampouco autorizou qualquer intervenção nos locais em que os orixás estavam assentados.

Só lhe restou, com a ajuda de dois seguranças, levar o orixá fujão para o seu lugar de origem que era o segundo andar. Qual o quê! Tomado por uma força descomunal o orixá não se abalava daquele lugar, por mais que os três homens tentassem levá-lo escada acima até o seu canto no imenso salão. 

No mesmo dia o colega voltou ao posto onde estava lotado, pedindo pelo amor de Deus que lhe tirassem daquele lugar mal-assombrado. E assim foi feito e, nunca mais voltou ao Museu, nem sequer passou em suas proximidades. “No creo en brujas, pero que las hay, las hay”.

Foto: Ilustrativa

Só pensam naquilo!


Charge: Aroeira

Um patrimônio nacional

Quando se fala em funk é como trazer um absurdo a tiracolo, grudado em suas letras exalando erotismo, sacanagem, pornografia por todos os lados em que as bundas falam, ou melhor, cantam por si. 

Recentemente, não ouvi, mas li uma dessas letras que custa acreditar que alguma emissora de rádio, pouco importa se AM ou FM já que se equivalem no despudor, assim como no “jabá” para a execução dessas canções (que sacrilégio!) que alguma mente transtornada foi capaz de expelir.

Sei que essas considerações, como quaisquer outras observações a respeito dessas músicas de forte apelo popular, são sempre tidas como preconceituosas, racistas, intolerantes entre outros qualificativos que os defensores do caos estão sempre na espreita para atirar. 

Pois não, para os sociólogos que zeraram a prova do ENEM, tudo não passa de discriminação ao povo pobre que mora na favela, desassistido, abandonado pelos poderes públicos, enfim uns coitadinhos, cuja arma contra este mundo branco e mal, é a pornofonia.

Interessante, que este mesmo povo pobre, favelado, desassistido e periférico sempre existiu e foi capaz de nos legar Cartola, Nelson Cavaquinho, Geraldo Pereira, Ismael Silva e tantos mais. A bunda, essa pedra de toque desses novos “artistas”, podia até ser cantada e admirada também, mas com uma sutileza de versos poéticos, sensuais, quase ingênuos, revelando e realçando a beleza da mulher inspiradora, e não a cachorra que “rala a tcheca no chão”. Ufa! 

Foto: Ilustrativa

domingo, 14 de janeiro de 2018

O dono do mundo

Por que estamos com todas essas pessoas destes países de merda vindo aqui?

Donald Trump – Em discussão com congressistas sobre imigrantes de Haiti, El Salvador e África.

Foto: Ilustrativa

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Nessa cidade todo mundo é de Oxalá

Ontem também a cidade ou parte dela se vestiu de branco para reverenciar Oxalá, para o povo de santo ou Senhor do Bonfim nos preceitos católicos, mas todos juntos em nome da fé e da farra, que ninguém é de ferro.

É sempre bonito ver e mais ainda ser parte daquela multidão em direção à colina sagrada, parando em pontos do longo percurso nos bares e cantos baianos para o abastecimento de corpos festeiros ávidos por uma cerveja gelada.

Como sempre ocorre nestas festas em que a frequência é quase carnavalesca, cuidado redobrado com o celular, dinheiro, o que estiver ao alcance das mãos de maloqueiros e adjacentes. Viva Senhor do Bonfim! Salve Oxalá!

Foto: Pessoal

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Chega de intermediários!

Após a bem sucedida campanha eleitoral em favor de seu candidato a presidência da república, Fernando Collor, em 1989, a TV Globo tomou gosto pela coisa e ano após ano, ou eleição após eleição, escolhe seu candidato e solta os cachorros em seu adversário. Foi assim com o “sapo barbudo” ou tudo que tenha cheiro do Partido dos Trabalhadores.

Agora, no entanto, cansada de derrotas sucessivas com seus candidatos do PSDB, em especial, resolveu buscar em casa o seu próprio candidato. E o pau mandado Luciano Huck, funcionário da poderosa TV Globo, foi lançado às feras. O que se viu, quem viu, no programa do Faustão domingo passado, se não foi lançamento de candidatura, foi algo teatralmente próximo.

Ao lado de sua pretendida futura dama, o também apresentador, do Caldeirão, aos sábados, discorreu como candidato sobre os problemas nacionais com o conhecimento de quem conhece o país de ponta a ponta, como ele mesmo afirmou. A Globo enfim cansou de intermediário e vai falar e fazer o que bem quiser, o que já faz com as informações com que trata aos chutes e pontapés, preservando sempre seu interesse a verdade que lhe convém. Não haverá país. 

Foto: Angélica e Luciano Huck