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sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Ô paí Ô

Sucesso em 2007, o filme Ó paí, Ó ganhará continuação. Com previsão de lançamento em 2019, Ô paí Ô 2, teve as suas primeiras cenas gravadas, durante a tradicional festa de Iemanjá, no bairro do Rio Vermelho.

Diferente da primeira temporada do filme, que se passou durante o Carnaval, o Ó paí, Ó 2 será desenrolado na festa da Rainha das Águas, conforme os atores Érico Brás, Lyu Arisson e Leno Sacramento que participam das filmagens iniciais.

Fonte: A Tarde

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Noite preta

Domingo, a premiação do Globo de Ouro, em Los Angeles, para os melhores do cinema e televisão, foi marcada por uma série de protestos por conta dos recentes escândalos de abusos sexuais envolvendo nomes de Hollywood.

Para chamar a atenção para o tema, atrizes chegaram à premiação vestidas de preto e acompanhadas de ativistas. A noite foi dominada por mulheres e marcada por discursos contra o assédio sexual e em favor da igualdade de gênero.

Fonte: O Dia

domingo, 7 de janeiro de 2018

Luta armada

Mesmo para não aficionados ao box, conhece pelo menos de nome as figuras de Reginaldo Holyfield Andrade e Luciano Todo Duro Torres, que por algum tempo não deixou o esporte morrer em Salvador. As lutas eram programadas, havia público, e não sem razão corriam boatos que elas em parte eram teatrais, um faz de conta, onde todos ganhavam, pelo menos, as gargalhadas eram certas antes ou de pois das lutas, digamos assim.

O diretor de cinema baiano, Sérgio Machado acreditou que os personagens dariam um filme ou melhor um documentário e investiu no projeto. O reconhecimento veio com o Festival de Cinema do Rio, em 2016, cujo A Luta do Século, foi eleito o melhor documentário da competição. O filme conta a lendária rivalidade entre os boxeadores nordestinos Holyfield e Todo Duro. 

O filme chegará aos cinemas em lançamento oficial no dia 15 de março, e é uma pedida pra quem gosta de cinema e mais ainda para quem conheceu as figuras.

Foto: Ilustrativa

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Assassinato no Expresso Oriente


Adaptado de um dos mais famosos livros da escritora inglesa Agatha Christie, volta às telas em nova versão O Assassinato no Expresso Oriente com novo diretor e novos atores vivendo às voltas com o detetive Hercule Poirot, neste final de mês.

Pra quem já leu o livro ou mesmo pra quem assistiu a primeira transposição para o cinema, a história é conhecida, mas sedutora nas telas de cinema. Há um crime brutal em um vagão de um trem luxuoso com destino a Londres.

Devido a uma forte nevasca a viagem é interrompida e a pedido do dono da companhia o detetive Poirot que também era passageiro do trem começa a investigar a autoria do crime naquele vagão, onde todos são suspeitos.

A cada depoimento colhido nasce no espectador a possibilidade de identificar qual deles é o verdadeiro culpado pelo crime, depois que se sabe que a vítima é mandante de um crime que chocou a sociedade londrina. O suspense vai crescendo para um desfecho bem criativo e surpreendente. Cinema do bom.

Foto: Ilustrativa

domingo, 5 de novembro de 2017

A volta de Dona Flor

Um dos mais conhecidos romances de Jorge Amado, o Dona Flor e seus dois maridos e um dos mais vistos do cinema brasileiro em 1976, com a versão do diretor Bruno Barreto e a presença esfuziante de Sônia Braga, como D. Flor, José Wilker sendo Vadinho e Mauro Mendonça como o recatado farmacêutico Dr. Teodoro, está de volta.

A história é conhecida, e o filme mais ainda, para mim então que estudante da UFBA assisti algumas cenas gravadas na Escola de Filosofia que funcionava no prédio da antiga Escolha de Medicina, no Terreiro de Jesus. Ali nos jardins da escola foram feitas cenas que retratavam as serenatas que Dr. Teodoro fazia para sua mulher D. Flor. Ruas interditadas, policia, isolamento, uma zona, mas os alunos conseguiam acesso ao prédio, mesmo com as aulas suspensas em dias de filmagens.

Dona Flor e seus dois maridos volta aos cinemas em nova versão com Juliana Paes, Marcelo Faria e Leandro Hassum. A presença de Juliana Paes não deixa de ser um atrativo, como a provocante e sensual Dona Flor. Deve valer a ida ao cinema, quando nada para prestigiar a cinematografia nacional.

Foto: Ilustrativa

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Henfil


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Terminou domingo, 15 de outubro, o Festival de Cinema do Rio com alguns filmes brasileiros já ocupando as salas de exibição do país. Deverei ver alguns, mas não tão esperado como Henfil, documentário dirigido por Ângela Zé que retrata a trajetória do querido cartunista mineiro que marcou época no não menos saudoso Pasquim, nos anos 70.

Seu traço firme de crítico das mazelas nacionais e da própria ditadura militar, não perdoava aqueles que vacilavam perante a truculência dos milicos. Seus personagens como Graúna, o bode Orleana, o cangaceiro Zéferino, os mascotes dos clubes de futebol do Rio marcaram o seu humor corrosivo com a clareza de seus desenhos que pareciam ganhar vida no papel.

Talvez destes personagens os mais notórios e simpáticos tenham sido os “fradins”, Baixinho e Cumprido em que o primeiro vivia a sacanear com toda maldade previsível de um frade depravado o seu companheiro de batina. Guarda alguma semelhança com os Skortinhos do Angeli, só que aqui bem pior, ou não.

Outro personagem do Henfil que trouxe alguns problemas, inclusive a ele, foi Cabocô Mamadô, que chupava o cérebro de mortos-vivos da política e do meio intelectual e artístico que colaboravam com a ditadura militar. Neste samba entrou a querida Elis, por ter se apresentado em uma cerimônia da semana do Exército, talvez ele não soubesse que a saudosa interprete tinha sido ameaçada a comparecer ao evento. Elis entrou em depressão, mas depois de certo tempo e dos esclarecimentos se tornaram amigos.

Henfil foi uma das primeiras vítimas do HIV que começava a se manifestar no país. Hemofílico, como seus irmãos Betinho e Chico Mário, vivia preso a obrigação de fazer periodicamente transfusão de sangue, contraindo em uma dessas sessões o vírus letal, que também, viria atingir seus irmãos. Henfil merece ser visto, não apenas por nós saudosistas, mas por aqueles que nos precederam como geração.

Foto: Ilustrativa

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Vai Guido, descansa em paz

O mês de setembro, trouxe além de seu fim como passagem para outubro, o fim também do querido professor Guido Araújo, que nos deixou em 27 de setembro. Um entusiasta professor da UFBA, diretor do Clube de Cinema e idealizador das Jornadas de Cinema da Bahia, que infelizmente não teve prosseguimento, mesmo após tantos anos de exibições, por falta de patrocínio e apoios institucionais.

Trabalhei como voluntário em algumas dessa Jornadas e pude desfrutar por breves períodos de sua gentileza, seu saber cinematográfico e sua disponibilidade, não somente nas Jornadas, mas em sua sala na Escola de Comunicação da UFBA, onde ensinava.

Quando iniciei, sem nunca concluir, uma monografia sobre o nosso amigo e conterrâneo, o saudoso Carlos Sampaio, não tive receio em procurá-lo, já que Carlos foi parte ativa na organização de várias dessas Jornadas e por ter atuado como ator em filmes que o Professor Guido tinha de alguma forma, envolvimento.  

Ao revelar a ele a ideia da monografia, sobre nosso amigo-comum, Carlos Sampaio, ele foi só entusiasmo e incentivo, colocando fotos suas disponíveis das Jornadas, contatos de alguns cineastas e atores locais com que Carlos trabalhou, além da querida atriz Nilda Spencer que foi colega na Escola de Teatro da UFBA, onde Carlos ensinou. Não foi por falta de material e estímulo que a monografia nunca se materializou, quem sabe um dia, se eles também não faltarem. Descansa em paz Guido! 

Foto: Ilustrativa

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

O paciente


O ator baiano Othon Bastos, será Tancredo Neves no filme O Paciente que o cineasta Sérgio Resende começa a filmar no próximo mês.

O longa metragem se ocupará dos últimos dias da vida do presidente que infelizmente não chegou a tomar posse. Não há informação quanto a Aécio Neves, seu secretário particular, se será personagem do filme. Melhor que não...

Foto: Ilustrativa

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

O rei das manhãs


Quem apostava suas fichas na escolha do filme brasileiro a concorrer na premiação do Oscar 2018, como melhor filme estrangeiro, em produções como Nossos pais de Laís Bodanzky, O filme de Minha vida, do Selton Melo ou João, o maestro, sobre o pianista João Carlos Martins, de Mauro Lima, foi surpreendido com a indicação de Bingo – o rei das manhãs, sobre o palhaço Bozo, do Daniel Rezende.

Mas, quem sabe poderá ser mesmo uma boa surpresa, mesmo sem ainda ter visto. O nome Bingo para fugir do personagem Bozo por problemas de autorização com os detentores da marca, não criava qualquer expectativa em torno do personagem e do filme. Mas, estas dúvidas vieram se dissipar ante o conhecimento de fatos reais que atormentaram de modo irremediável o artista que fazia o palhaço que alegrava as manhãs infantis em frente a televisão.

A sua caracterização como palhaço Bozo, na programação das manhãs do SBT, trouxe ao ator Arlindo Barreto um dos muitos atores que representaram o personagem e em quem o filme Bingo – O rei das manhãs se debruçou, frustrações e angústias que culminaram com a sua dependência química e a queda nas drogas.


É esta figura atormentada que ocupa as telas do cinema, mesmo sendo um sucesso a rivalizar com o Programa da Xuxa, na TV Globo, não desfrutava da fama e da popularidade de sua concorrente por andar sempre maquiado como palhaço, e assim irreconhecível como ator. Muitas vezes fazia o programa sob efeito das drogas, acabando deste modo a sua carreira, não a do palhaço Bozo que continuou travestido em outro ator, mas a sua tragada pelo vício. 

Ainda não vi Bingo, quer dizer, Bozo, mas será a minha próxima parada na volta a Salvador, conhecer de perto a história de quem foi uma celebridade nos anos 80, mas ao mesmo tempo um anônimo, perdido nas trevas do "barato" que custou uma vida.


Foto: Ilustrativa (Vladimir Brichta - Bingo, quer dizer, Bozo)