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quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Em campanha

Terminou a greve. E a cada ano é mais nítida a percepção de que a vida continua com bancos fechados. São inúmeros os recursos eletrônicos, principalmente via internet ou mesmo celular, para trâmites bancários.

Boletos podem ser retirados,  impressos e pagos eletronicamente, cheques podem ser depositados via celular, transações mil outras, idem.Os sindicalistas da área deveriam debruçar-se seriamente sobre essas questões, em vez de fazer piquetes para candidatarem-se vereador.

Fonte: Tribuna da Bahia

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Bancários em campanha

 

Começou a campanha salarial dos bancários para 2014. Como bancário que fui por mais de vinte anos lembro as demandas, as greves, as assembleias, os piquetes no Bar Colon, no Comércio, nossa trincheira, nossa resistência até o último chope. Hoje acompanho a luta salarial dos bancários, velando por minha filha mais nova, onde por sorte ou por castigo foi parar. Boa sorte aos ex-colegas.

   Foto: O Globo


quinta-feira, 29 de maio de 2014

Parando a cidade.

A greve dos rodoviários em Salvador que tanto sacrifício trouxe à população menos favorecida da cidade, cuja percepção é clara para àqueles grevistas, já que em sua maioria é oriunda destas mesmas tais classes desfavorecidas, assim como o movimento de paralisação dos policiais, cuja liderança, muito justamente, mofa em algum presídio brasiliense, chegam ao fim com o recolhimento dos cacos dos estragos que causaram.

Comerciantes e comerciários, estudantes, trabalhadores em geral e a população como um todo se veem privados de exercerem suas atividades pela truculência reivindicatória de meia dúzia de três ou quatro que buscam satisfazer suas ambições políticas pessoais em detrimento de toda uma cidade.

Terça feira em busca de um Tabelionato de Notas para o reconhecimento de firma de um documento, verifiquei que a sala de espera do cartório tinha o número de sempre de despachantes e interessados na espera de atendimento, enquanto apenas um funcionário atendia aquela multidão em busca de um carimbo, um selo, uma assinatura, um penduricalho burocrático. 

Fica-se a imaginar como aquela quantidade de pessoas conseguiu chegar ao cartório e os funcionários que ocupam os mais de 06 guichês do Tabelionato, não. Qual o privilégio de locomoção que aqueles que lotavam a sala de espera tiveram, e que não foi acessível aos funcionários deste mesmo cartório que provavelmente erraram o caminho e foram bater em alguma praia, algum churrasco, com certeza pagode, outro batuque em solidariedade aos rodoviários que por certo estavam fazendo o mesmo, na mesma praia ou em outra distante da cidade. E a culpa é da Copa.

Foto: Estação da Lapa

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Bancários de resultado.


A greve dos bancários prossegue infernizando a vida dos correntistas, insensibilizando, como de costume, os banqueiros e enchendo funcionários de expectativas com as propostas não atendidas e nem sequer ouvidas. Já fui bancário e conheço o jogo, que perdi, por isso torço para que minha filha, hoje também bancária, procure outro caminho para a sua preciosa vida, seu tempo, sua inteligência, longe destes agiotas engravatados.

Novos tempos, novas formas de greve. Como bancário, as nossas greves eram decididas em assembléia no Estacionamento Apollo, na Avenida Sete, um amplo espaço totalmente tomado por uma categoria aguerrida. Os piquetes começavam pela madrugada e a distribuição dos funcionários nas portas das agencias, logo cedo pela manhã, impediam que alguns bancários reticentes furassem a greve e às vezes inflexíveis ao poder de convencimento dos ativistas e do comando central da greve. Havia uma politização própria daquele período que se manifestava nas reivindicações e nos protestos dos bancários, em especial no banco onde trabalhávamos, por ser uma instituição pública na esfera estadual, cuja manipulação política era visível e deplorável.

Hoje passo pelas agencias fechadas, aqui em Salvador, e vejo e pressinto que aquelas que pessoas que se postam nas portas dos bancos, impedindo a entrada de clientes não sejam bancários, mesmo que não haja uma identificação na cara, na cor, no jeito indicando ser um não funcionário daquela ou de qualquer outra agencia. São bancários de ocasião, que uma Van ou Topic desembarcam nas portas da agência, nas primeiras horas da manhã, ao custo de R$50,00 por cabeça, para fazer o papel que caberia aos bancários de fato. Logo um sindicato, que como tantos outros de qualquer categoria vociferam contra um projeto que tramita na Câmara dos Deputados permitindo a terceirização em qualquer nível por qualquer instituição pública ou privada. “Faça o que digo não faça o que faço”.

Foto: Ilustrativa