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domingo, 22 de fevereiro de 2015

Batalha das latas

Muito sabiamente o Superior Tribunal de Justiça decidiu que o Grupo Petrópolis, que fabrica a cerveja Itaipava e que tem uma fábrica instalada aqui na Bahia, pode sim, usar a cor vermelha em suas latinhas. O questionamento surgiu em 2011 quando a AMBEV conseguiu a proibição através de uma decisão da Justiça do Rio de Janeiro determinando que a concorrente não poderia usar a mesma cor de sua cerveja Brahma.

Segundo o STJ “cor não é marca” e a Itaipava pode usar a cor que quiser em suas embalagens. Como consumidor da Itaipava (tô aberto a qualquer brinde) gostaria que a briga mesmo se desse em outro campo que não o colorido, mas na qualidade, não apenas a sua, Dona Itaipava, mas das cervejas brasileiras em geral, deixando de ser a água choca, que todas vocês são e, que só a refrigeração, o calor, o carnaval, a praia nos levam ao seu consumo. De nada!

Foto: Ilustrativa

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Só quero chocolate


A fase não é das melhores para Roberto Carlos. O contrato milionário do cantor com a Nestlé acabou em dezembro passado. E não foi renovado. Depois de três anos com campanhas de sorteio de casas próprias, a Nestlé resolveu apostar no emocional de seus consumidores, trazendo-os para junto do Rei, quando eles teriam a oportunidade de conhecê-lo.

É, teriam mesmo, pois o sonho acabou e as campanhas e patrocínios de seus shows vão ter que rodar a bolsa em outras freguesias, quem sabe mais amargas que os chocolates da Nestlé. 

Foto: Ilustrativa

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

O velho jovem pode, o velho velho não

"O idadismo é um tipo insidioso de preconceito que ocasiona a discriminação etária. Isso vale tanto para os mais velhos quanto para os mais jovens. Não há consenso quando começa a velhice, pois é uma categoria muito imprecisa. O idadismo é a desvalorização do velho em nossas sociedades atuais."

"A juventude passou a ser encarada como um valor. É cada vez mais vista como bem alcançável em qualquer idade, desde que se adote o estilo de vida considerado adequado e mantidos certos padrões."

"Há um idadismo na mídia em geral. Passamos a ter mais imagens de pessoas mais velhas na mídia, no mesmo momento em que essas imagens precisam ter resoluções cada vez mais alta. Esta todo mundo superesticado, desafiando um estereótipo: a pessoa mais velha fazendo algo comum a um jovem. Mas acaba provocando humor, colocando a pessoa mais velha em um papel ridículo."

Fonte: O Globo

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Nem tudo em Império acaba na cama

O cabaré antropofágico que é a novela Império da TV Globo, onde tudo mundo como todo mundo, em seu horário nobre, deve ser reflexo do “modus operandi” de seus autores, diretores e proprietários, cujo suspense fica por conta de quem pegará o sabonete na banheira e irá fechar as portas do bordel. Tudo muito didático, muito ético, sem culpa de Dilma e do PT, pelo menos por enquanto.

Mas nem tudo termina na cama, pode começar por uma boa música como é o tema de abertura do folhetim na voz melodiosa de Dan Torres em uma das antológicas canções dos Beatles, a na época emblemática, pela suspeita de que seus letras iniciais formavam o nome da droga, LCD, a bela Lucy in the sky with Diamonds. 

Dan Torres nasceu em Londres e filho de pai brasileiro e mãe inglesa, chegou ao Brasil em 2003 para se dedicar a música que tem a mesma suavidade e riqueza de artistas como Michael Jackson, James Taylor, Beatles, Stevie Wonder suas influências. Dono de uma bela voz, Dan Torres de vez em quando é selecionado para as trilhas de novelas globais o que vai lhe dando a visibilidade merecida.

Foto: Império

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Fantasmas do passado

Independente das discussões sobre as opções partidárias, candidatos, escândalos, mensalões, pode se questionar tudo, menos negar a qualidade do comercial do PT, levado ao ar esta semana e que tanto alvoroço causou nos grandes jornais e nas redes sociais. O pequeno filme “Fantasmas do passado” prende pelas imagens antes e depois das conquistas sociais do Partido dos Trabalhadores, quando comparado ao governo anterior, em 2002, e às propostas dos atuais postulantes ao cargo de Presidente

São imagens que contrastam a perplexidade dos personagens hoje, com o que eram no passado, com uma trilha sonora que ajuda a criar o clima de desesperança. Um passado fantasmagórico, com imagens cinematográficas, tão assustador quanto a aparição noturna de Regina Duarte, dizendo ter medo de Lula e da perda da estabilidade econômica do Plano Real costurada por seu partido ou por quem lhe pagou para encenar a peça.

Dudu e “aecinho” subiram nas tamancas, de onde, aliás, nunca desceram, acusando o filme e o seu conteúdo de “terrorismo”, com a mesma credibilidade dos percentuais que os dois apresentam nas pesquisas eleitorais conseguidos em Pernambuco e em Minas Gerais e superdimensionados pelos institutos amigos. Voltando ao filme, João Santana, o marqueteiro baiano, é o cara! 

Vídeo: Youtube

terça-feira, 6 de maio de 2014

Para Felipão, a Copa já é um sucesso

Essa seleção de Felipão, não sei não, pode não ganhar coisa nenhuma, como muita gente acredita, exceto os donos de armarinhos de Salvador que estão entulhados de adereços para torcedores, mas ele pessoaslmente, o que já ganhou como garoto propaganda de variadas marcas dá prá deixar uma conta bancária para muitas e muitas de suas futuras gerações.

Guaraná Antártica, Peugeot, Brhama, Walmart, Vivo e pelo andar da carruagem nada escapará a faro artístico e comercial de Felipão, que possivelmente estudará proposta para cosméticos, Lingerie Valisère, Friboi, Ricardo Eletro e quem mais tiver o que vender. Se depender das receitas auferidas pelo técnico da seleção a Copa do Mundo 2014, por aqui, já é um sucesso que nenhum branquinho “parmalat” classe média com suas manifestações, passeatas e protestos pode empanar. 

Com exceção da rede hoteleira de uma cidade como Rio, em que o índice de desistência de reservas por turistas estrangeiros já preocupa o empresário que investiu no ramo de novas vagas nos hoteis da cidade. Sem falar nas cartilhas com recomendações, as mais esdrúxulas, elaboradas pelos países cujos visitantes, seus cidadãos, se aventurarem a vir ver de perto o que é que o Complexo da Maré, Conjunto de Favelas do Alemão, Favela do Pavão Pavaozinho, Morro do Chapadão teem. 

Foto: Felipão (pela Peugeot) 

terça-feira, 29 de abril de 2014

Bananas prá dar e vender

Foi e deverá continuar sendo, sempre, uma unanimidade a condenação a qualquer atitude racista, xenófoba e contrária às minorias, como se revelou nas redes sociais em todo o mundo, a repulsa ao gesto do torcedor espanhol, ofendendo o lateral direito do Barcelona. A banana atirada contra o atleta e instantaneamente consumida por ele, numa atitude reflexiva admirável, absorvendo o insulto e transformando o gesto numa resposta altiva dirigida ao insolente torcedor, foi como se dizia no tempo da vovó, um “tapa com luva de pelica”.

Já quanto ao gesto de Neymar em aparecer, imediatamente após a agressão, com uma hashtag #somos todos macacos ganhou logo o apoio e a seguidores nas redes sociais por ser também ele, vítima de grosserias semelhantes, mas lhe faltar nas palavras, nas orações, o mesmo brilho que consegue com os pés nos campos de futebol. Causou estranheza, não reprovação, até porque em termos evolutivo da raça humana, defendida por Darwin, somos todos macacos mesmo e infelizmente também, racistas.

O sucesso do “somos todos macacos” hoje já se sabe que foi ideia de uma agência de publicidade ligada ao jogador Neymar, que havia preparado o vídeo como uma precaução e uma resposta às novas agressões raciais que o jogador poderia vir sofrer. Não foi com ele, mas com o colega e amigo, Daniel Alves, e então o momento exato para lançar a hashtag que de cara absorvida. Sim, somos todos macacos! 

Foto: Ilustrativa