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quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Dia do samba


Como acontece todos os anos, nesta época, o bloco Alerta Geral do São Raimundo, centro de Salvador, realizou domingo a 11ª Caminhada do Samba, arrastando do Campo Grande à Praça Municipal uma multidão incalculável de sambistas, ou qualquer coisa, como só esta gente festeira costuma fazer. 

Vários outros blocos de samba estiveram presentes na caminhada, além de cantoras e cantores locais, ocupando um espaço que lhes é negado no Carnaval, pela ditadura dos blocos de trios que segundo se comenta vem murchando a cada folia, por razões diversas. A conferir!

Quem não estava acostumado com a muvuca chegou a pensar na comemoração do Dia do Samba, que na verdade será reverenciado amanhã, 2 de dezembro, o seu dia, com uma farta programação musical que este ano terá seu palco principal no Terreiro de Jesus, entrada do Pelourinho.

Entre artistas baianos estarão presentes Edil Pacheco, Clécia Queiroz, Nelson Rufino, Gerônimo, Juliana Ribeiro, Raimundo Sodré, Claudia Costa e outros que se juntarão às estrelas nacionais Zélia Duncan, que lançou este ano um excelente disco de samba Antes do mundo acabar e, Daniela Mercury que é da casa e é do mundo. Uma festa, onde estarei.

Foto: Ilustrativa

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Me chamo Zélia!


Surpresa com os maus modos e o destempero do sambista Roque Ferreira, a cantora Zélia Duncan divulgou o texto abaixo onde coloca o sambista baiano em seu lugar e, esclarece a sua posição diante do samba que ele se imagina guardião e dono do ritmo:

"Tenho muita admiração por Roque, nesse aspecto sempre fui Roqueira. Fui num show seu há anos, falei com ele ao final, emocionada. Levei pro meu trabalho com Simone um de seus sambas, que gravamos sem sua oposição. Depois ele me enviou um cassete pra virarmos parceiros, talvez ele não lembre, nos falamos ao telefone com carinho recíproco. 

Quando estreei como roteirista do Prêmio, o texto que fiz sobre ele era muito reverente. Me entristece o que está havendo, pois rótulo é coisa de gente que pensa pequeno, é fundamentalismo musical. Me chamar de roqueira me orgulha, mas não me traduz. 

Conheço bem o trabalho de Roque, mas ele não me conhece. Sou filha de baiano, sempre amei o samba. Já cantei com Martinho, Beth, Fundo de Quintal, Ana Costa, Arlindo Cruz, Paulinho da Viola… sou parceira de vários deles. Sou uma intérprete e canto o que eu quiser, liberdade conquistada com muito suor. 

Me chamar de "oportunista" mostra um ressentimento que não condiz com a poesia de sua obra. Uma decepção imensa. E o mais irônico de tudo, é que não me chamo Roque, me chamo Zélia!" 

Foto: Zélia Duncan

O dono do samba


O sambista baiano Roque Ferreira cujo talento de grande compositor parece rivalizar com a sua conduta grosseira e mal educada com seus colegas de oficio, fez mais uma das suas. É conhecido o seu mau humor e sua brutalidade com a doce Roberta Sá, por exemplo, que gravou o disco Quando o canto é reza, juntamente com o Trio Madeira Brasil, escolhido pela conceituada Associação Paulista de Críticos de Arte – APCA, como o melhor disco de 2010. 

Não para o autor de todo o repertório do disco, Roque Ferreira, que em entrevista, à época, ao Estadão, desancou a cantora com insinuações e indelicadezas de um brutamontes, próprias de um policial transtornado ou de alguém que não vê o tempo passar, arraigado a conceito e posturas medievais.

Agora a vítima é a cantora Zélia Ducan que teve seu belo disco Antes do mundo acabar selecionado pelo Prêmio da Música Brasileira para concorrer como o melhor álbum de samba, juntamente com o CD Terreiros de Roque Ferreira e o Moacyr Luz com o disco Moacyr Luz & Samba do Trabalhador – 10 anos e outros sambas.

Furibundo, o sambista baiano se dirigiu à equipe do prêmio, responsável pela seleção dos concorrentes que retirasse seu nome da lista, pois ele não aceita disputar com a Zélia, que segundo ele, “não é sambista, é oportunista. Entrou no samba pela porta dos fundos”. Se alguém tinha dúvida de quem era, ou é, o dono do samba, se é que algum dia teve, agora não se tem mais: é o Senhor Roque Ferreira. Ninguém merece!

Foto: CD Terreiros - Roque Ferreira

quinta-feira, 7 de abril de 2016

O livro de Ester


O Cardeal Ravasi, o Ministro da Cultura do Vaticano, em companhia de Dom Orani recebeu no Palácio São Joaquim, no Rio, o pessoal das escolas de samba para uma conversa e, não desafinou nem atravessou o samba.

Foi logo afinando o seu tamborim, dizendo que o Carnaval está na Bíblia e a igreja faz parte do Carnaval, de acordo com o Livro de Ester, que ninguém sabia quem era, mas se Ester falou, deixa falar. O samba agradeceu. 

Foto: Ilustrativa