Mostrando postagens com marcador Terror. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Terror. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Morte ao vivo

Parece filme, mas o que se viu nas telas da TV é mais um atentado terrorista que matou o embaixador russo na Turquia em uma uma exposição de artistas russos em Ancara, na qual a autoridade russa discursava. 

Deixando-se passar por segurança, embora policial, o atirador se posiciona atrás do embaixador, mas sem perder a direção, o foco, o alvo de seu intento, e dispara. Morte ao vivo, como só o terror, os obcecados, os que têm sede de vingança são capazes.

Como quem aprecia a exposição, o atirador antes de ser executado revelou em suas palavras de ordem, seus gritos a motivação de seu gesto. Turco, mas sensível ao massacre promovido pelo governo sírio de Bashar al Assad, contra oposicionistas com o apoio da Rússia e Irã ele brada “não esqueçam de Aleppo, não esqueçam da Síria”.

Foto: Ilustrativa

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Os terroristas estão chegando


Mesmo não sendo só o Ocidente o alvo do terror, visto as facções ideológicas e religiosas em luta no Oriente, há do lado de cá um clima de ameaça frequente, face às forças europeias aliadas dos Estados Unidos que acabam sendo vítimas potenciais destes ataques. Mas não só, ainda que do nosso lado do mundo, qualquer grande evento esportivo, político ou musical pode se tornar alvo de ataques terroristas com trágicas consequências.

Assim é compreensível a preocupação das autoridades de segurança do país com as Olimpíadas Rio – 2016, pela visibilidade ao redor do mundo de uma ação desses fanáticos que aterrorizam países pacifistas sem nenhum histórico de qualquer ação beligerante. Só que às vezes o exagero se sobrepõe às ameaças com uma pantomima circense igual à espetacularização armada com os terroristas de Curitiba.

Ministro da Justiça, mesmo que interino, ocupa cadeia de televisão para desmontar a célula terrorista com integrantes paulistas, gaúchos, paranaenses, paraibanos entre outros, e mostrar o perigo que nos rondavam com justiceiros que se comunicavam pelo whatsapp, tinham encomendado um rifle no Paraguai e eram amadores conforme a autoridade.

O provável baiano do grupo, 11 vezes reprovado na seleção para ingresso na OAB, preferiu fazer sua presepada no local de mais uma prova, amarrando balas de gengibre na cintura para simular o homem-bomba que ele seria e colocaria por terra o prédio da UNIJORGE.  Com essa gente como inimigos podemos dormir em paz com os jogos olímpicos da Rio – 2016. Ufa!

Foto: Ilustrativa

sábado, 14 de novembro de 2015

Terror e horror

Desde as remotas e recentes intervenções americanas no Oriente Médio que foi sentenciado por muitas das facções extremistas ali incrustadas, que o Ocidente jamais teria paz. A reação americana e seus aliados após o atentado às Torres Gêmeas em 11 de setembro de 2001 confirmou aquilo que se previa e, o mundo ocidental passou a viver em freqüentes sobressaltos.

A França, um dos mais presentes aliado dos EEUU na luta contra o terror, nem bem se recuperou da invasão e mortes dos redatores e humoristas do Charlie Hebdo, em janeiro deste ano, volta a ser abalada com um atentado terrorista sem precedentes em sua história. Uma tragédia, que se soma às inocentes vítimas a ousadia de grupos que vivem e respiram o mal.

A versão de testemunhas que ouvira gritos como “Alá é grande” é uma confissão de onde pode ter partido o ataque, que deve ter feito Alá ir às gargalhadas ou aos prantos pelo trabalho sujo praticado pelos seus bárbaros seguidores, em seu nome. Meu Deus! A reação de aliados virá em proporções quem sabe maiores ou na mesma intensidade e, a paz perdida estará cada vez mais entre os escombros de um mundo em decomposição.

Foto: Ilustrativa

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Tenha medo não...

“... tenha medo não, nada é pior do que tudo, do que você já tem no seu coração, mudo”. Assim como as velhinhas assassinas, torturadoras e más, quem sabe mães e avós de saudáveis filhos, noras e netos, que quedam os joelhos diante do padre, durante a missa, lendo o evangelho ou recebendo a comunhão pela remissão de seus pecados.

Ou quem sabe diante do pastor em uma sessão de descarrego, entregando o seu dízimo, certa do dever cumprido diante de Deus, chutando imagens, derrubando ebós, maldizendo os espíritas, pela purificação de sua alma boa e de seus iguais. “Vamos pedir piedade/Senhor, piedade/pra essa gente careta e covarde/Vamos pedir piedade/Senhor, piedade/ Lhes dê grandeza e um pouco de coragem”.

Fotos: Ilustrativas

sexta-feira, 29 de maio de 2015

No creo en brujas, pero que las hay, las hay

No Largo do Pelourinho, está instalado o Museu da Cidade, um casarão na cor amarela ao lado da Fundação Casa de Jorge Amado. Este Museu tem no seu acervo objetos pertencentes ao poeta Castro Alves, esculturas, tapeçarias da cultura baiana e o mais interessante, reproduções em tamanho natural de vários orixás entre outras entidades do candomblé. 

Um amigo nosso que prestou serviço no Museu, como funcionário da Prefeitura a quem a instituição está subordinada, conta algumas histórias que parecem saídas de filmes de suspense. Com todo respeito, nosso amigo, não é o que se pode chamar de um homem de coragem, longe disso e de gestos de heroísmo ou valentia. 

Segundo ele, as velhas portas do casarão, depois que entardecia, rangiam e batiam sem que ninguém se aproximasse ou passasse pelas mesmas. A saia de um orixás se desprendeu da cintura sem que nada justificasse a queda da indumentária. Certa vez, um “Preto Véio” que ficava em um canto de sala no segundo andar, apareceu no outro dia, misteriosamente, no andar de baixo, sem que houvesse qualquer mudança na disposição dos objetos promovida pela direção da casa. Ele num gesto invulgar, para a sua capacidade de enfrentar perigo ou fugir deles, se atracou ao “Preto Véio” para fazê-lo retornar ao seu lugar de origem. 

Qual o quê! As reproduções eram leves estruturas de compensado e papel, cujo peso se existissem vinham dos adereços e roupas, porém nada que não pudessem ser facilmente removidos de um lado para o outro. O “Preto Véio”, no entanto, se transfigurou num força medonha e um peso descomunal que nada de puxão, solavancos, empurrões abalavam sua firme convicção de que seu lugar era alí. E assim foi feito e nosso amigo resolveu não se indispor com o “Preto Véio”, mesmo que a direção do Museu viesse estranhar esta nova paginação da sala onde se encontrava a entidade, e assim fosse repreendido.

Pelo sim, pelo não, nunca mais entrei no Museu da Cidade, prefiro admirar a sua construção e imaginar as relíquias culturais ali guardadas, do que me arriscar a tomar um tombo de uma pomba gira desgovernada. “No creo en brujas, pero que las hay, las hay”.

Foto: Museu da Cidade

sábado, 28 de março de 2015

Breve nas telas dos cinemas

À medida que as evidências vão se transformando em fatos conclusivos quanto a premeditada queda do avião da companhia aérea alemã, num voo entre Barcelona e Dusseldorf, vai também aumentando a angústia e o sofrimento daqueles que perderam familiares e amigos. Detalhes, comportamentos, aflições que vão se delineando à proporção que avançam as investigações que buscam uma elucidação do ocorrido, enquanto os que ficaram perguntam para si mesmo: por quê?.

O que é razão, o que é loucura são indagações que parecem se confundir na montagem do quebra-cabeça, onde as peças vão surgindo e se encaixando de forma a condenar o copiloto pelo terrível acidente. De pessoa afável, profissional consciente de uma carreira em ascensão, para num momento súbito se transformar num reles matador de pessoas inocentes, como sempre são as vítimas dos obcecados, dos loucos mansos, dos que de repente rompem a linha tênue entre a lucidez e a loucura.   

Em outro plano, ávido pelos aspectos comerciais de qualquer tragédia, roteiristas e diretores de Hollywood esfregam as mãos, os olhos brilham, a mente vagueia pelas telas do cinema, sabendo o quanto renderá uma história que tem todos os ingredientes de polpudas bilheterias, mesmo que de antemão saibamos o final. Mas que importa o final, se é no meio que entrará o bom ficcionista para detalhar, envolver, criar diálogos assustadores antes do fim, captar emoções de passageiros e da tripulação de um voo que se daria em condições normais de voos, como tantos, como poucos voos cegos como este.

Foto: Alpes Franceses.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Tudo está perdoado

As bancas de revistas de regiões centrais e turísticas de Paris esgotaram em poucos minutos os exemplares disponíveis da primeira edição do Charlie Hebdo após o atentado que vitimou praticamente a sua redação. Com a colaboração de seus colegas franceses e do todo o mundo, além de reproduções de trabalhos já publicados anteriormente,  o jornal satírico voltou a circular com apenas oito páginas.
Estima-se que foram impressos 3,5 milhões de exemplares ao contrário dos 60 mil de sua média semanal de tiragem. O exemplar traz a charge do profeta Maomé com uma lágrima descendo a sua face e segurando uma placa Je suis Charlie, sobre a frase “Tudo está perdoado”.

Fotos: Ilustrativas

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

World Trade Center - 13 anos depois

No Comércio, em diligência para o escritório de advocacia que trabalhava, pude assistir frente a um aparelho de televisão como se assiste a um programa de catástrofes, o ataque à segunda torre do World Trade Center, naquela manhã de 11 de setembro de 2001. Era o horror transformado em um show de televisão, numa espetacularização que nem o cinema conseguiu com a ficção, atingir.


O espanto e as imagens assustadoras continuam vivas em mim, que paralisado e sem qualquer juízo de valor político sai do local certo de que, aquela ação desencadearia uma repressão aos idealizadores do ato terrorista, pelo governo americano, jamais vista na história recente dos Estados Unidos. O resto é história.

Fotos: World Trade Center