sábado, 12 de janeiro de 2013

72 mil "zeros" à esquerda.


Os mais de 72 mil alunos que tiveram nota “zero” em suas redações, no ENEM de 2012 impressionam independente da quantidade de participantes, pouco importando se foram dois, quatro ou seis milhões. Mais de 72 mil participantes não foram reprovados apenas pelos “erros de meu português ruim”, mas pela incapacidade de compreender o que se leu e expressar a partir daí qualquer ideia, por mais estúpida que seja. Por isto mesmo não atingem o número de linhas recomendado, fogem do tema proposto pela incompreensão da leitura, além de total falta de noção quanto à estrutura da construção do texto.

Sempre que algo assim ocorre começa o apedrejamento à internet, à televisão como causadoras da desinformação e dos limites vocabular provocadas pela falta de leitura, em livros, jornais ou revistas. Em parte sim, mas estas novas mídias também podem funcionar como meio educativo e enriquecedor culturalmente. O problema é saber como usar e o que tirar de proveitoso nestas novas formas de comunicação e acesso a informação, tão disponíveis mas, nem sempre bem utilizadas.

Fui desde muito tempo cercado por livros, jornais e revistas, hábito que ainda mantenho e que a internet fez ampliar e muito o meu acesso à leitura e a informação, mesmo que o exemplo que eu tenha passado dentro da nossa casa ficou aquém daquilo que imaginava ser exemplar. Mas, cada caso e um caso e, estamos conversados! Que os examinadores de redação não nos leia.

Foto: Folha de resposta - Prova do ENEM 2012

Nenhum comentário:

Postar um comentário