sábado, 14 de maio de 2016

Pau de quê?


O meu nome próprio, com que fui registrado e batizado não é lá muito assimilável num primeiro momento. Nem num segundo. Pois há sempre a busca por uma associação ao nome do pai e mãe, junção de silabas, algo por onde andei distante, já que por Pedro meu pai e mãe Maria, poderia ter surgido um Pedromar que em matéria de extravagância só o Cartório de Registro Civil, mais próximo.

Eu, os perdôo, por não ter sido Pedro, João, José, Paulo, Luís como gostaria, nomes simples e populares como dos meus irmãos. Mas, devo ter sido vítima de alguma vizinha enxerida que basta ver um recém nascido pra vir com suas sugestões de nomes, mesmo que ninguém tenha lhe pedido nem a visita, nem o palpite.

Poderia ter sido pior, algo como Pauderney Avelino que nossos ouvidos terão que aceitar, enquanto durar o governo golpista, ficha suja e mal cheiroso, já que a criatura nominada é líder de qualquer coisa desse governo coisa alguma. A tal ilegitimidade merece todos os Pauderneys do mundo, o que acho pouco provável diante de tamanha originalidade de seus pais que assim o registrou, já que não será fácil encontrar um Pauderney por aí.

Em uma das chamadas do programa Seleção da Sportv, comandado pelo Marcelo Barreto, ele conta que tem um amigo, que é amigo de um escocês, que iria botar o nome do filho, Junior, em homenagem ao grande lateral do Flamengo e da seleção brasileira. Presente ao mesmo programa, Junior retrucou: Colocar o nome da criança, Junior, é mole, queria ver este pai colocar Leovegildo, que é o seu nome próprio. Pois é, Avelino é até suportável, mas Pauderney é de lenhar.

Foto: Ilustrativa

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