domingo, 14 de julho de 2013

Não haverá um Rock in Rio como o primeiro.


Ao ver a grade da programação do próximo Rock in Rio - 2013 a ser iniciado no dia 11 de setembro, pode-se dizer, sem saudosismo, não haverá nenhuma edição como a primeira, em 1985. Não apenas pela novidade em si, mas principalmente por inaugurar a rota das grandes estrelas, super bandas, pela América do Sul, cujas apresentações por aqui eram esporádicas e concentradas em São Paulo. A partir do Rock in Rio descobriu-se um público acolhedor, participativo e conhecedor do som que rolava longe, bem longe daqui e com poder aquisitivo para espetáculos grandiosos como os da “cidade do rock”, em Jacarepaguá. Não demorará alguma Câmara de Vereadores, por absoluta falta do que fazer, embora tenha, sair de sua letargia cotidiana e conceder o título de cidadão brasileiro, por exemplo, Paul McCartney, tal a frequência com que ele se apresenta por aqui.

Mas, não sei se deixaria a cidade alegre para assistir shows do Metallica, Bruce Springsteen (talvez), Iron Maiden, Bon Jovi por exemplo, possível que sim para John Mayer, Ben Harper, Skank, mas é pouco para quem teve à mão em 1985, Rod Stewart, James Taylor, George Benson, Yes, Queen, Gil, Erasmo, Blitz, Barão e para aficionados em geral AC/DC, Scorpions, Ozzy Osbourne, a maluquete Nina Hagen, Whitesnake em uma lista de atrações impecável e de tirar o fôlego.

Do Rock in Rio, 1985, é antológica a gravação do Queen, para Love in my life em versão acústica e com o coro numeroso de uma plateia extasiada. Tal número passou a fazer parte das apresentações do Queen em qualquer show ou festival, dali por diante,. É de arrepiar.
 
Foto: Freddie Mercury

 

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