sábado, 10 de maio de 2014

Mas, com gente é diferente!


“Mas, o mundo foi rodando
nas patas de meu cavalo,
e nos sonhos que fui sonhando
as visões se clareando,
as visões se clareando,
até que um dia acordei”

Os versos de contundente apelo social, regional e universal de Disparada teria que ter a interpretação vigorosa e única de Jair Rodrigues, como quem se apossa da sua autoria e, que música brasileira perdeu nesta quinta feira As poucas interpretações que Disparada ganhou, talvez por temer a comparação inigualável com o sambista, nada porém se iguala a grandeza épica que Jair Rodrigues imprimiu a esta magistral criação de Geraldo Vandré e Théo de Barros. 

Estou ouvindo o novo disco de Zizi Possi, Tudo se transformou (gravado ao vivo, o que só a voz de Zizi me fez ouvir, tal a aversão que tenho por este tipo de registro) em que Disparada faz parte do repertório. Um arranjo quase sinfônico, solene, ao piano o que permite um outro olhar para Disparada, como se sobre aquela melodia não desfilassem “boiadas e bois, gado e gente, tudo fora do lugar”, mas que a voz refinada, doce e pura de Zizi consegue manter a mesma chama da indignação. Obrigado Jair, valeu!

Foto: Jair Rodrigues


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