quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Cuidado, barbeiro na pista

A minha relação com o automóvel sempre foi conflituosa e marcada pela imperícia e pela falta de desejo em tornar-me um piloto, um grande volante. Talvez por ter adquirido o primeiro carro quando a maioria dos meus contemporâneos já andava na “pole-position” das mais diferentes marcas há muito e muitos anos. 

Mas, quando a primeira máquina nos chegou às mãos já estava devidamente habilitado por um certificado conseguido em um balaio em Alagoinhas, sem teste de rua, provas teóricas e exames médicos. Quem sabe, bastavam as seguidas reprovações no DETRAN de Salvador, onde possivelmente conseguiria a tal carteira pelo cansaço, pela insistência, pela “encheção” de saco aos instrutores e examinadores.

Mas o automóvel sempre me despertou certo fascínio, pelo menos aqueles que se tornam com o passar do tempo, peças de museu, parte de um tempo onde brilhavam como o mais novo produto de nossa indústria automobilística e uma espécie de característica da evolução dos costumes consumistas. Tudo isto me fez andar pelo Campo Grande, neste final de semana, em visita a uma exposição de carros antigos onde vi exemplares de veículos que já repousaram em nossa garagem, como o Chevette, Passat, Parati e  Monza estavam lá expostos como verdadeiros dinossauros de um tempo que passou e que nos proporcionou momentos e passeios inesquecíveis. 

Nesta exposição, fui apresentado enfim a um veículo que só conhecia das reportagens de revistas especializadas, ou não, em automobilismo e, que nunca esteve em nossas garagens como o Rolls Royce. Imponente, aristocrático, luxuoso, coisa de gente fina, talvez esta tenha sido a razão de nunca ter um estacionado em nossas garagens.

Foto: Rolls Royce

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