sexta-feira, 25 de abril de 2014

Quem é Filipe Catto?

A primeira vez que vi e ouvi Filipe Catto, foi em uma apresentação no programa estudio i da Globo News, apresentado pela simpática Maria Beltrão, onde foi entrvistado por uma bancada fixa que faz parte do programa e cantou músicas de seus poucos discos gravados. Confesso ter ficado impressionado com o seu timbre de voz que, sem a sua imagem ao violão ou em play back, poderia nos levar a Ney Matogrosso ou ecos de Elis em sua interpretação sempre muito personalíssima, segura e de total entrega às canções. Uma figura, um mistério que sempre há de pintar por aí, neste universo musical predominantemente composto por vozes femininas, formado por intérpretes ou compositoras, mas que Filipe não desafina, nem destoa.

A sua discografia, por enquanto se resume a dois discos, Folêgo e Cabelos, olhos & furacões, mas que soa como se tivesse bem mais, tal a sua originalidade e a sua capacidade em transformar canções conhecidas e outras esquecidas, ganharem modernidade e força, graças ao seu talento de excelente intérprete. Um claro exemplo disso é a exaurida, chata e brega, Garçon, do detestável Reginaldo Rossi, que Filipe transpõe para o universo do tango, com direito a bandoneon no arranjo que remete ao Cabaré de João Bosco e Aldir Blanc; muito bom. Outros exemplos podem ser encontrados em regravações de Ave de Prata, de Zé Ramalho, gravado no primeiro disco de Elba Ramalho ou 20 e poucos anos, do mais que chato, Fábio Junior e 2 perdidos de Dadi e Arnaldo Antunes que parecem feitas para a voz de Filipe que assim se apropria de sucessos, recriando-os.

Mas, não só de regravações está sendo construída a carreira de Filipe Catto, mas de músicas que serão identificadas de agora em diante por sua voz, já que não haverá comparações a serem feitas e, mesmo que haja a sua voz se mostrará soberna, original e agradável até pela própria indefinição de seu timbre. Este jovem gaúcho, de 23 anos, chegou prá ficar.

Foto: Filipe Catto

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