domingo, 20 de abril de 2014

Quem é que vai pagar por isso!

As 43 horas de pânico vivida pela cidade em razão da greve dos policiais militares deixou um rastro de destruição que a cidade não merecia, muito menos a sua população. Fruto da intransigência, do personalismo politico de candidatos despreparados, mas ávidos de poder em cargos do legislativo, que levam a aprovar no dia seguinte o mesmo texto que foi reprovado no dia anterior, pondo fim a paralisação desastrada. Prova de que o caráter reivindicatório quase inexistiu, sobrando a exposição midiática para falsas lideranças sindicais, ou melhor associativas, já que aos policiais militares é vedada a sindicalização, mas que burlam a legislação com a falácia de associações, mas dotadas do mesmo sentido politico daqueles.

A maldade da greve começa desde a sua decretação no inicio dos feriados da semana santa, tumultuando, como era o seu objetivo, o lazer de famílias e trabalhadores em merecido descanso. Chama a atenção a sincronia entre exato horário do inicio da greve e o começo das depredações por vândalos e marginais em bairros populares da cidade, como se aguardassem apenas o sinal para dar a largada aos arrombamentos, saques, incêndios num cenário de terror que amedronta e envergonha.

Do mesmo modo que entristece a falta de civismo, de profissionalismo, de educação de maus policiais que não hesitam em enxovalhar a centenária instituição em troca de seus imediatos interesses, largando a população que juraram servir ao abandono do quanto pior melhor. As sanções e punições que já começaram, devem prosseguir até mesmo como indicativo de que o meio militar não pode servir de estofo, de base para alavancar carreiras politicas de elementos nitidamente despreparados para viver em democracia, destituído dos princípios básicos de convivência social, de respeito ao próximo.
 
Fotos: Ilustrativas

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