sábado, 24 de agosto de 2013

A turma do guarda-pó branco foi às ruas.


A reação da classe médica contrária ao programa do governo federal Mais Médicos expõe a politização do movimento e seu caráter corporativista, além de um certo ranço elitista por profissionais que deveriam velar pela saúde pública, já que grande parte destes profissionais teve a sua própria formação médica bancada por este mesmo poder público a quem agora lhe vira às costas. 

As alegações de carências na estrutura do atendimento médico na interiorização dos grotões do país é em parte verdadeira, pois conhecida por aqueles que por razões diversas metem os pés na lama destes rincões, diferentemente dos que apenas querem preservar a alvura de seus guarda-pós, como garotos propaganda do sabão OMO. Afinal de contas para prescrever uma Benzetacil, um complexo B, doses de Tylenol, um analgésico não é necessário uma estrutura hospitalar como a do Sírio Libanês, mas um mínimo de profissionalismo e solidariedade humana, jamais uma escolha em servir um governo dos “mensaleiros” ou dos “carteleriros” do metrô paulista; o buraco, ou a aura, é mais acima.

O boicote dos Conselhos de Medicina e das associações de classe contra este programa não é somente uma questão partidária, travestida por exigências de condições de trabalho, é uma resposta grosseira e desumana aos nossos semelhantes do Norte e Nordeste, principalmente, carente de qualquer tipo de assistência médica. Como se não bastasse a campanha pela não inscrição de seus profissionais nas mais de 15 mil vagas oferecidas pelo programa, os CRMs e associações de classe, agora, reagem contra a presença de médicos estrangeiros que se dispõem a participar da ação pela interiorização de medicina no país, ameaçando recorrer às mais diferentes áreas jurídicas para que não se consumem de fato estas participações de médicos cubanos, espanhóis, portugueses, argentinos, chilenos entre outros no Mais Médicos. Ora, não querem, mas tentam impedir quem queira. Qualé!

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