quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Ginásio de Piritiba, este não, o outro

Um dia desses vi na internet, postado naturalmente por algum piritibano, uma foto antiga do Ginásio De Piritiba, o querido Cenecista, em sua estrutura original, sua linha imponente de grande obra, onde fiz o curso ginasial em sua primeira turma de concluintes. Era uma construção com características próprias para a educação, pelas suas salas enfileiradas uma após outra, sanitários, área livre, sala dos professores, cantina e a diretoria, agrupadas em um só prédio, cuja horizontalidade e beleza de seu projeto eram motivo de orgulho para todos nós.

Era um projeto inconcluso, pois tocado por diminutas verbas públicas e com o auxilio das famílias piritibanas, cujos filhos em sua quase totalidade ali dariam continuidade aos seus estudos. Como fui embora, após o término do curso ginasial, passei a desconhecer a realidade de sua manutenção e de seu crescimento para abrigar um número sempre crescente de alunos. O que quer que tenha sido, o projeto original de sua construção foi sendo desfigurado de forma impiedosa pelo que há de mais rasteiro e improvisado na construção civil, dado o que guardo de memória da exibição de sua planta em local público.

Um puxadinho aqui, um barracão lá adiante, uma rancharia de peão ali, foram sendo construídos em frente ao bonito pavilhão original como forma de ampliação do seu centro educacional, pouco importando se aquilo algum dia teve uma planta, um projeto, uma maquete. Venceu o improviso em nome de seu inchaço.

Desde que deixei o Ginásio de Piritiba e que em seu entorno foi sendo construídos estes galpões para armazenar alunos que nunca mais andei por lá e, se alguma vez me vi abrigado sob aqueles barracões foi para satisfazer e cumprir a formalidade de convites dos familiares e amigos em eventos educacionais ou religiosos. Que tristeza!

Foto: Não Ilustrativa

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